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Tempo

Tempo, tempo Que passou e não ficou Puxei, agarrei, acorrentei Não te abalei, não te importei, não demorou Tempo, tempo Que há tanto tempo teima em passar Tempo, tanto tempo Que insiste em ensinar Precisa de mais tempo Pro meu riso ou pro meu pranto? Não permite que eu te adiante A momento tão brilhante? Tempo, tenha pena de me fazer esperar Tenha pena de não passar De não apagar aqueles dias As histórias de aterrorizar Tempo, tenha pena de não me brindar Com futuro mais radiante Com mais bela poesia Com tão lindo acorde em melodia de harmonia Gustavo Afonso

PROTESTOS PELO MUNDO: O QUE ESTÁ POR TRÁS?

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Será que ninguém percebe que é coincidência demais, de uma hora pra outra, países distantes, de culturas diferentes, todos com riquezas naturais e ou outros interesses, com governos que desagradam aos Estados Unidos da América, promoverem o mesmo tipo de manifestações em suas ruas e iminentes golpes à democracia? Golpe no Paraguai. "Primaveras árabes". Protestos no Brasil. Protestos na Ucrânia. Protestos na Venezuela. Não desperta uma curiosidade em vocês? Não lhes parece coincidência demais tudo isso ocorrer quase que simultaneamente? Vocês que dormem, no mundo e no Brasil (e que dizem ter acordado), precisam despertar de verdade. Teoria da conspiração é tapar os olhos para as verdades que insistem em nos alertar, mas não queremos acreditar. Gustavo Afonso

IRRENSPONSABILIDADE ASSASSINA

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Pronto. Era isso. Tinham que matar alguém, né? Enquanto era só uma pedrada daqui, uma porrada de lá, tava tudo bem. Mas tinha que morrer um trabalhador, tinha que morrer um profissional que estava exercendo sua profissão, vítima também, é bom lembrar, da irresponsabilidade de seus próprios patrões em impulsionar, no início, manifestações deste tipo. Mas, olhando por outro lado, se fosse um policial, tava tudo bem? Se o rojão acertasse um policial, ao qual foi destinado, ok? Policial tem mais é que morrer, né? Policial é cidadão? Enquanto as balas de borracha atingiram nossos amiguinhos porque estavam apenas jogando umas pedrinhas portuguesas aqui e ali, quebrando uma loja aqui e ali, era um absurdo, né? Quanto estardalhaço fizeram. Ora, nossos amigos, sem qualquer consciência política e social, têm o direito de jogarem pedras nesses policiais corruptos, têm o direito de lutar contra o “sistema”, né? Que coisa linda esse papo de anarquia. Imagina? Imagina pode...

A rima da poesia

E muito se engana Quem ainda imagina Que a alma da poesia Consiste na tal rima Rimando na rima Brincando na escrita Que rima a poesia E poetiza a minha rima A alma da poesia É tudo e um pouco mais Sentimento que extravia Quanto se sente até demais E na rima da minha poesia Mente rima com coração Verdade rima com mentira Inexplicável com razão Gustavo Afonso

Sentirá

Sentirá saudade Do nervosismo do teu lado Da ausência de palavras Do meu peito então fechado Intimidado junto a você Por encanto e admiração Dosava o que dizer Temendo não ter tua paixão E se mesmo houve paixão Ou seja lá o que sentiu Garanto que em teu coração Sentirá que alguém partiu Por maior insignificância Uma mera companhia Em tua arrogância Sentirá a falta minha Lembrará dos elogios Dos carinhos que te fiz A menina que despertei Lembrará muito de mim E de tantas lembranças Lembrará que não lembro mais Perderá a esperança De que eu olhe para trás Em estrada nova São muitos os caminhos E a dor do sentimento Amanhecerá com os passarinhos Gustavo Afonso

Rodamoinho

Fazia tempo que não visitava o passado Daquele tempo encarregado de esquecer Fazia tempo que não derramava lágrimas E tempo mais que não queria viver Em outro tempo, de dor e de amor Marcava e moldava o tal ser Chorava ignorando o futuro Por presente que teimava em doer E depois da estrada de lições Em agonia o passado revisita Ignorando o coração calejado Abrindo dolorida nova ferida E do olhar que não mais choraria Uma nova lágrima escorreu Das lembranças que o peito vivia Lembranças que o presente reacendeu E sem saber mais separar Ontem, hoje ou amanhã A alma teimou em sangrar Embalada em mente pouco sã De promessa já rompida De não chorar o amor chorado Chorou doído, chorou dobrado A jura quebrada de um coração marcado Gustavo Afonso

O sentimento é de vergonha

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Pela primeira vez na vida, estou com vergonha de ser tricolor. Os torcedores que vimos hoje, comemorando como um título na porta do STJD, são o reflexo da arrogância e da mediocridade. Arrogância de uma torcida que enche os pulmões para bradar os poderes de bastidores de seu clube, quando dentro de campo falha sua força e apanha. Arrogância de uma torcida que acha grande o discurso todo poderoso de seu patrocinador. Arrogância de uma torcida que acha que os outros caem, como em todos os anos, com irregularidades mil, o Fluminense não. Mas também mediocridade de uma torcida que precisa apelar ao extra campo quando seu time é rebaixado vergonhosamente dentro das 4 linhas. O Fluminense que eu aprendi a amar não é arrogante, é grande por si só, por sua história. O Fluminense que eu aprendi a amar não é medíocre, é gigante, mas dentro de campo. A minha vergonha com certeza é extensiva a quem comanda o clube. O Fluminense tinha a oportunidade de livrar-se de vez da alcunha imoral q...