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Declaração ao Brasil

Não torço contra governos por questões ideológicas ou outras, ainda mais mesquinhas, como ocorreu com parcelas sociais durante o governo Dilma. Aliás, não houve somente torcida contra, como um covarde boicote ao Brasil, o que é muito pior. Tenho a consciência tranquila de torcer sempre pelo que considero melhor para o meu país e para todo o povo. A única torcida possível neste momento é para retomarmos urgentemente rumos democrático s, de justiça social, respeito à Constituição e soberania. Estes rumos, imprescindíveis para o desenvolvimento social e econômico do Brasil, não serão alcançados através de um governo: eleito por farsas e crimes eleitorais; comandado pelos verdadeiros e grandes corruptos; composto por amadores, fanáticos e idiotas; subserviente a escusos interesses (alheios aos do nosso povo) de países como EUA e Israel; pautado pela exclusão e discriminação de índios, gays, negros, mulheres; voltado às elites econômicas; aliado de um judiciário que corrompe a justiça, fiad...

A ODISSEIA DA CHAVE

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Chegava ao trabalho ontem e me preparava para saltar do ônibus quando ouvi um barulho de algo caindo do meu bolso. Não entendi o que seria, mas dei uma revistada ao lado do banco e não vi nada. Coloquei a mão no bolso e vi que faltava algo: minha chave de casa. Revistei novamente o espaço entre o banco e a lataria do ônibus e, aí sim, vi que minha chave, daquelas finas, sem chaveiro, havia caído em uma "murphyana" fresta. Restavam uns 300 metros para meu local de desembarque. Minha mão não conseguia puxar a chave naquela fresta tão apertada. Pensei em pegar algum cartão na minha carteira para puxar. Sem resultados. A chave não se mexia, encaixada no vão como se feito pra ele. Já não havia mais tempo, meu ponto havia chegado. Precisei abandonar a chave e saltar. Logo em um dia que não teria ninguém em casa quando eu voltasse para abrir a porta, o que exigiu algum trabalho e outras estratégias para conseguir entrar em casa à noite. Chegou o dia seguinte e, com ele, a hora d...

Corretor de celular

Como seria Expressar tanto Escrever - digitar - tanto, rápido (e certo) Nos dia a dia das corridas vidas De ausências criativas Ameaças Fascistas Liberdades perdidas Nos dias das feridas abridas (E de ortografias esquecidas) Sem o tal corretor do celular? Agiliza, completa, corrige e... te faz errar Para consertar (e para nudes mal encaminhados ou que não devem ser salvos) Que devem ter criado a função "apagar" E se o destinatário antes visualizar? Mal ditos pelas costas Na frente da tela mal dita A mesma tecnologia que conserta e facilita Quebra e destrói uma (pode ser a sua) vida Protetora ilusão em tempos difíceis Em que falar torna-se raro E digitar, com o amigo corretor, traz a ilusão de que é simples Mas é tudo tão aparência Tão virtual Sem eloquência... Misturamos com a vida Mesmo não sendo real O corretor de celular é a metáfora do mundo atual Gustavo Afonso

À sombra da cruz

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Da santa fé  À Santa Cruz Ajoelhou, disse: "Jesus... como está difícil viver..." Não mais que de repente Apagou-se a noite, fez-se luz  Corpo inclinado, aos pés da cruz Ao longe, um choro (do cavaco) Regado a cachaça e carteado Cantava o delegado (Do samba) Enquanto o fardado era subornado Berrava o ambulante  E quem não ouvia nada era a gestante  Que de tanta dor, na fila do corredor  Via seu filho vir ao mundo Bem diferente de como vem  Filhos de doutores vagabundos O choro era sentido Mais nas outras zonas que na sul Chorava o pobre e o mendigo. Debochava o bandido  Gargalhava, da Barra, o político  E a sede de justiça dos xerifes de postes Era inalada em seus papelotes de cocaína  Escondia-se em sonegações Afogava-se nas propinas  E o dia, que nascera, terminaria  Com mais alguma chacina Em algum canto largado e esquecido  De um país tão rápido destruído Por G...

Sentimento desenhado

Assim havia começado Primeira noite Primeiro traço Primeiro beijo, primeiro marco Assim continuado Olhares e carinhos Doces palavras e abraços Toques cada vez mais demorados Assim perpetrado Pele com pele Corpos molhados Ocupando, por desejo, o mesmo espaço O que antes passava, havia ficado Acostumado, viciado Martelava a mente, ficava gravado Canal sintonizado, controle quebrado O sorriso passara a acordar ao lado O cheiro ficava grudado Quando olhavam-se sós, sentiam-se esvaziados Faltava-lhes algum pedaço Em sonhos já infestados A presença trocou significado Mesmo distanciados O essencial permanecia aconchegado O ator fugia ao ensaiado Ao som do jazz rascunhava um futuro moldado Enquanto abandonavam seus passados Projetavam, juntos, um mundo mudado E de momentos tão registrados De corações já enlaçados Ninguém pensava em findado O sentimento que era trocado O quase, tornara-se fato Não limitar, por completo adequado Todo sentido encontravam,...

Confusão

Imploro para vomitar palavras E desabafar meu peito O choro preso aturde E quando vem, mesmo a soluçar, não amortiza o sentimento Tudo confunde, passa a chave na alma Sufoca prendendo a respiração Se dói e incomoda tanto Como ousam chamar de paixão? Que droga de troço é esse!? Ninguém me convence que é bom Embrulha como um caixote de ressaca Gira tanto que me faz sentir um peão E de tanto ver o mundo girar Você perde a noção de onde está Fica meio louco, insano Cala a boca pra não gritar Vendo os olhos pra não enxergar Calo vozes pra não escutar Abafo a mente pra não pensar Aperto o peito pra não gostar A única certeza que sinto É do erro persistente Silencio quando devo falar Ajo demais antes de pensar (E o acorde de uma música  O colorido de um dia  Uma voz ao longe  Um jeito de menina...) Só queria normatizar Mergulhar sem me afogar Um rodamoinho me suga Só espero ainda saber nadar... Gustavo Afonso

Tesão

Quero mais dos teus lábios Em cada detalhe do meu corpo Quero beijar tua boca, navegar em teus caminhos Causar-te doces arrepios Quero afogar-me no teu gosto Saciar-me no teu cio Quero mergulhar no teu corpo Preencher o teu vazio Quero grudar em tua pele Prender-te em meu peito Imergir em teus anseios Despejar-me em teus seios Quero ensinar-te o que sei E aprender com teus desejos Transgredir, rasgar a lei Irromper todos os teus medos Quero que a noite dure Tempo suficiente de te moldar em meus braços Quero que teu gozo fixe, cole, grude Nossos corpos exaustos e molhados Quero provar o teu melaço Sentir teu desejo mais profundo Quero invadir o teu espaço Perder-me em teu mundo Quero ser devagar Para que não tenha pressa de terminar Quero marcar, destacar Quero te excitar só de lembrar Quero ser toque sensível De carícia precisa Quero enxergar em teu rosto Teus instintos de menina Quero ser presa de tuas provocações E incitá-la com suaves ações ...