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Alfabeto velho-novo

Ano Novo Bate-bola Continuam cantando os sabiás De repente, ainda chova nas roseiras E aves gorjeiam por aqui e por lá Feliz 2021, dizem Gritando uma esperança tão combalida Há descrença, que teima; nos faz desacreditar Imaginamos um mundo bem distinto Já todo pronto para mudar Luzes acesas pelo destino Matando o medo que está no ar Nosso sonho, é novo ninho O novo ar pra respirar Percebemos, mesmos espinhos Que teimam nos engasgar Ruas de lama, mesmo caminho Sujas do lixo que não foi limpo Transpassado do ano que quer ficar Um ano novo, não é tão simples Vacinar almas é libertar Xeque-mate nos tempos tristes Zelar o próximo é nos salvar                                                                                         ...

O futuro do Brasil

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  13/10/2020. Hoje digo, infelizmente, que estou completamente descrente de qualquer transformação a curto prazo por via eleitoral tradicional. O povo está complemente perdido, imerso nas mentiras contadas pela imprensa por anos e chanceladas por um judiciário destruidor da própria lei; sob chuva de Fake News; refém de milícias e falsos religiosos; e lutando para sobreviver, sem saber como. A negação da política criou solo fértil para um reacionarismo popular, mesmo que indetectável pelos próprios. Não há, por parte de grande parte do povo, qualquer compreensão ideológica, do que é esquerda e direita e suas diferenças. Muito menos sabem o que é Fascismo. Não sabem o caminho que devem tomar para a melhora de suas vidas e do país. As próprias alternativas de caminhos diferentes dão voltas, sem saber ao certo como chegar. Sabem onde querem chegar, tem obstinação, mas não conseguem convencer o povo do caminho, porque também se perdem na estrada. Para as eleições municipais, creio quadr...

A dúvida da felicidade

É possível saber que é feliz sem conhecer a dor e o sofrimento? É possível ser feliz conhecendo a dor e o sofrimento? É possível ser feliz? Como é ser feliz? Quem é feliz? Quem foi feliz e não sabia? Quem sabia que era feliz? Foi feliz? O que é ser feliz? Gustavo Afonso

ex-Maracanã: 70 anos

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Há 5 anos concluía este material sobre os 65 anos do Maracanã e sua progressiva transformação de descaracterização. Hoje, os atuais "donos do futebol" comemoram os 70 anos do antes tombado estádio que ajudaram a matar a alma. Em paralelo, com nostalgia dorida, apaixonados por sua essência vivem a saudade do que viram, sentiram e jamais vão esquecer. O Maracanã, patrimônio histórico brasileiro e mundial, não recebe flores em vida por seus 70 anos. Recebe homenagens póstumas.

Saudade

Sinto saudade da saudade Pois sinto, tão e somente, dificuldade Lembranças se esvaem E a memória não consegue mais preencher Os espaços de vida e nostalgia são cobertos por vazio Sinto como se secassem o meu mar Ou meu Rio Sinto como se faltasse o meu ar E assisto ao ar faltar Não vivo, mas alguma coisa ainda sinto E tenho sorte - talvez - por ainda sentir Sinal de que ainda estou aqui Gustavo Afonso

Palavras para Aldir

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Penso que, além das orações, palavras gravadas possuem um poder transcendental, imortal. E escrevo para homenagear quem gravou suas palavras no papel, nos ouvidos e no coração de um povo, de um país. Assim como muitos, conheci Aldir antes de conhecê-lo. Havia algo diferenciado na alma das músicas que escutava, mas me perdia na emoção da voz de Elis, no coro verdadeiro do Quarteto ou no conjunto voz-violão de João. Pouco me atentava a quem havia escrito tão doces, precisas, Brasis palavras. A minha então ignorância é o retrato de uma desvalorização cultural sistêmica de um país que é exposto em suas aparências e oculto em suas essências. Até em seu momento de passagem, Aldir nos deixou essa mensagem, jogando em nossa cara que uma figura como ele necessitava dos apelos de familiares e companheiros para conseguir uma vaga em um hospital. Aldir foi levado por um vírus, potencializado, em sua pátria, pelos algozes, não de Aldir, mas da liberdade, da Democracia, do Brasil e da vida, tudo ...

O mundo que escreveria

Queria viver de escrever e escrever E criar um mundo em que pudesse dizer Tudo que quisesse - e fizesse acontecer Imagina, o mundo seria Todinho como eu queria Do jeito que eu desenhasse Com tinta, cada letra no papel Tudo que escrevesse, seria assunto Tudo que não gostasse, risco; defunto E assim, todo dia faria De cada texto a minha vida O mundo seria meu livro As pessoas, o meu poema As almas, os meu versos Os corações, o meu tema Gustavo Afonso