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Sorrir

Sorrir é afirmar para si que sua força é maior que seu fardo É retribuir ao mundo - com amor - qualquer dor que tenha lhe causado É contrariar, desfazer qualquer mal, invertendo por completo o astral É purificar, acriançar Às vezes é difícil e dói sorrir  Sorrir é resistir. Transgredir Mas é remédio, é cura, é doçura Sorrir quando se quer chorar  E se permitir chorar Sorrir enxuga as lágrimas que precisam rolar Sorrir é bem teimar Sorrir é apaziguar, amansar  Sorrir é mudar a expressão É melhor se expressar Sorrir é perdoar Sorrir é desarmar Sorrir é ensolarar Sorrir é cantar pra sua alma É injetar calma Sorrir é iluminar o breu que insta em ficar É inspirar, transformar Sorrir não é ser feliz Sorrir é fazer feliz Sorrir é esperançar Sorrir é lindo. Sorrir é divino  Sorrir é amar. A si, a par. É multiplicar E com as estrelas comungar Sorrir é confiar É aceitar Sorrir é a mais linda poesia que o seu rosto pode escrever  Viver sorrindo, é a mais bela e plena forma...

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Vivo

Vivo sentindo  Mas, duvido até que esteja vivo Habito um existir pausado Da vida que vivia e até sorria Pra vida que viria se amanhecesse o dia Sinto demorado Arrastado Amarras prendem minha mente Afastam meu passado  Sufocam meu presente  Escondem o daqui pra frente Ouço ao longe a vida mal vivida Vejo distante uma vida mal sentida Sinto como se não mais existisse  Invejo o normal que não existe  E, me pergunto: Quem anda parado, vive? Gustavo Afonso

Lágrima falante

Ontem, que já era hoje  Meu peito doía  E, embora o frio amenizasse Meu corpo tremia Amanhã, que já era depois Meu sonho fugia O futuro, que já era; já foi Marcava; prendia  E o sonho, de insano acordou Tal epifania  Da esperança, o fogo apagou  Fez noite do dia Do choro, tomei-me a escrever Como se pudesse dizer  Em forma, poesia Aquilo tudo que há tanto sentia Um dicionário, enciclopédia  Ou até a Sagrada Bíblia  Não poderia; contaria jamais  O que aquela lágrima dizia Gustavo Afonso

Amor sobre tela

Borboletas em meu estômago Passarinhos cantam meu peito Planto e sonho um voo amor Fruto maduro do meu desejo Um amor que não senti Uma vida que não vivi Projeto o que imagino Escrevo o que há por vir E se não existe, é como quero Um girassol verde esmeralda Um rubi preto e amarelo   Tem cheiro de terra seca E de mar doce e sereno Tem muito som e pouca letra É tão imenso que é pequeno   E nesse muro pinto o amor Que imagino um dia sentir Que não seja menos que muito espero A razão; meu existir Gustavo Afonso

Saudade vazia

Saudade dos amores fugazes Dos amores que partem De partir e esquecer   Saudade da pouca existência Da escondida carência De mais me perder   Saudade de navegar no raso Sofrer por acaso E no minuto seguinte transcender   Saudade do troco trocado Do corpo marcado Sem lembrar o porquê   Saudade de sentir, somente A noite que sente Saudade de sem sentido viver Gustavo Afonso

Trem Passageiro

Trem passageiro  Fiel escudeiro Das minhas viagens Trem passageiro Que passa ligeiro E arrasta saudades Trem traiçoeiro  Engata meu peito Em meio a miragens Trem forasteiro Foi-se inteiro  Voltou a metade Trem sem espelho  É o trem lugarejo Da minha vontade Trem passageiro  Trem prisioneiro  Sem identidade Trem passageiro  É Trem sorrateiro Partiu sem alarde Trem jardineiro  Montou um canteiro  Com as minhas folhagens  Partiu o primeiro  De vazio maleiro De felicidade Trem passageiro  Não passa, que nada É trem derradeiro Carrega tudo, tanto, desgraça  Arrasta a esperança  E não volta Trem... Passa Vai-te rasteiro Desfaz o enredo  Muda o roteiro  E volta verdade Pro Trem passageiro  Ser Trem companheiro  Estação de embarque De cada vagão  Então, irmão  De nova realidade Batida ou nunca antes vista  Mas que seja, enfim - ou outra vez - Trem liberdade