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Travessia: Um cantinho de céu

Eu prefiro as lágrimas Que as crises de angústia Sonho com a tristeza Porque ela me faz sofrer em paz Escrevo uma carta ao Tom (74), à Bethânia ou à Juliana  Vivo meio samba, pagode e rock n'roll Sonho de Tam, Azul ou de Gol Mas queria ir de Trem Com o Clube  E, mesmo sonhando Realmente - com meu braço - fazer o meu viver   Mas vou pela estrada Esburacada, enlameada Rumo à estada Onde meu coração pode chegar  Vou ao Leme, à Urca, ao Arpoador Eu desejo Minas, São Paulo, Salvador. Ou até o exterior  Enquanto ainda olho, da janela, o Redentor Eu escrevo enquanto bebo (ou depois) E vez ou outra choro enquanto dói Mas meu choro hoje machuca menos Não me mata, nem tanto me rói Os discos já tocam e não mais arranham meus ouvidos Tô no caminho No fim do vício (ou no início?) Talvez no final do ciclo Maldito. Bendito Eu vivo Ou sobrevivo Tem horas que nem isso Mas, eu sigo Não paro. Eu ajo, eu faço  E acho que isso é viver Se por um minuto eu esqueço Acho que isso é...

Vivendo e escrevendo

Queria existir de sonhos E me alimentar de poesia Subsistir de escrever, escrever e escrever... Pra nenhum dia sentir sem sentido a vida viver E viver em estado pleno Sob o sol, imerso ao sal, sentindo o vento Numa ilha de palavras inventadas Mensageiras reais, literais, de sentimentos E nesse universo diferente, desobrigado, da gente Transcender, crescer, escrever e viver Naturalmente, com você Um poema novo a cada dia Um recital espontâneo a cada noite Uma coletânea por mês Datados, ironicamente, por um existir sem tempo Um existir renovado Em sono acordado Energizado por sorrisos À luz de luares tingidos Tingidos por versos simples Jamais escritos Telepaticamente transmitidos Da minha alma ao infinito                                   Gustavo Afonso

Sorrir

Sorrir é afirmar para si que sua força é maior que seu fardo É retribuir ao mundo - com amor - qualquer dor que tenha lhe causado É contrariar, desfazer qualquer mal, invertendo por completo o astral É purificar, acriançar Às vezes é difícil e dói sorrir  Sorrir é resistir. Transgredir Mas é remédio, é cura, é doçura Sorrir quando se quer chorar  E se permitir chorar Sorrir enxuga as lágrimas que precisam rolar Sorrir é bem teimar Sorrir é apaziguar, amansar  Sorrir é mudar a expressão É melhor se expressar Sorrir é perdoar Sorrir é desarmar Sorrir é ensolarar Sorrir é cantar pra sua alma É injetar calma Sorrir é iluminar o breu que insta em ficar É inspirar, transformar Sorrir não é ser feliz Sorrir é fazer feliz Sorrir é esperançar Sorrir é lindo. Sorrir é divino  Sorrir é amar. A si, a par. É multiplicar E com as estrelas comungar Sorrir é confiar É aceitar Sorrir é a mais linda poesia que o seu rosto pode escrever  Viver sorrindo, é a mais bela e plena forma...

CHAT GPT

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Vivo

Vivo sentindo  Mas, duvido até que esteja vivo Habito um existir pausado Da vida que vivia e até sorria Pra vida que viria se amanhecesse o dia Sinto demorado Arrastado Amarras prendem minha mente Afastam meu passado  Sufocam meu presente  Escondem o daqui pra frente Ouço ao longe a vida mal vivida Vejo distante uma vida mal sentida Sinto como se não mais existisse  Invejo o normal que não existe  E, me pergunto: Quem anda parado, vive? Gustavo Afonso

Lágrima falante

Ontem, que já era hoje  Meu peito doía  E, embora o frio amenizasse Meu corpo tremia Amanhã, que já era depois Meu sonho fugia O futuro, que já era; já foi Marcava; prendia  E o sonho, de insano acordou Tal epifania  Da esperança, o fogo apagou  Fez noite do dia Do choro, tomei-me a escrever Como se pudesse dizer  Em forma, poesia Aquilo tudo que há tanto sentia Um dicionário, enciclopédia  Ou até a Sagrada Bíblia  Não poderia; contaria jamais  O que aquela lágrima dizia Gustavo Afonso

Amor sobre tela

Borboletas em meu estômago Passarinhos cantam meu peito Planto e sonho um voo amor Fruto maduro do meu desejo Um amor que não senti Uma vida que não vivi Projeto o que imagino Escrevo o que há por vir E se não existe, é como quero Um girassol verde esmeralda Um rubi preto e amarelo   Tem cheiro de terra seca E de mar doce e sereno Tem muito som e pouca letra É tão imenso que é pequeno   E nesse muro pinto o amor Que imagino um dia sentir Que não seja menos que muito espero A razão; meu existir Gustavo Afonso