Acabaram as eleições

E as eleições chegaram ao fim. Desgastantes. Em todos os sentidos.

Vocês acompanharam em minhas páginas, por força da ocasião, uma enxurrada de notícias, de opiniões, de vídeos, de fotos. Uma verdadeira campanha. Uma campanha pelo que eu acreditava. Uma campanha muito mais que ideológica, uma campanha com intenção nacionalista, social, plural.

Assisti a verdadeiros ataques de ódio, hipocrisia, preconceito, ignorância. Contra o brasileiro.
Perdi seguidores, perdi amigos. Fui ironizado, ignorado, xingado. Não ofendi ninguém e tenho orgulho disso.

Fui rotulado de fanático, cego, partidário, comprado, ignorante, até corrupto, com generalizações ou diretamente falando.

Nada incomoda mais do que a personalidade. Nada incomoda mais do que ter opinião. Do que não estar em cima do muro.

Uma boa parte por aqui não sabe lidar com opiniões contrárias. Não sabe conviver com o diferente.

Quem utiliza as redes sociais para postar músicas, pratos de comida, fotos na academia ou no espelho, ganha amigos, curtições, seguidores, elogios.

Tudo demais incomoda. Concordo. A mim também. Mas o que incomodou mais foi a sinceridade. Foi o lado que escolhi. Não tenho dúvida disso.

Quem desce do muro, ganha porrada.

Eu estou aqui pra ganhar. Minha cara está sempre à tapa. E também estou aqui pra revidar. Mas com educação, com respeito, como a criação que tive me ensinou. Conforme as minhas características.

É muito fácil, é muito cômodo, julgar. Tão fácil quanto se omitir, mas o que é um direito de cada um. Respeito.

Eu nunca quis agradar ninguém. Sempre externei o que sou e o que penso e continuarei assim.

Não tenho vergonha. Não tenho porque ter vergonha de absolutamente nada. Minha consciência está mais do que tranquila quanto a minha luta. Quantos aos motivos que me levaram a lutar. Quanto aos motivos que nunca me farão parar.

Sempre busquei crescer. A verdade sempre foi o meu objetivo. E isso não me faz dono dela. Mas me traz direito à manifestação. Direito comum a todos. Reflito diariamente, estudo, me informo. Através de referências humanas, de mídias tradicionais e alternativas, do que vejo no meu dia a dia, nas ruas, nas casas, nos exemplos e na falta deles. Através do que minha mente e meu coração me guiam.

Graças a Deus, por mim, poderei agora, naturalmente, diminuir a frequência das postagens, dos debates. Sinto-me feliz, por todos, pelo resultado que assisti. Sinto com uma etapa cumprida, mas nunca com meu dever. Meu dever será sempre de não deixar de seguir o que acredito, de dizer o que acho correto. Aqui ou em qualquer lugar. Não deixarei de lutar pelos meus ideais. Não deixarei de lutar pelo que julgo o melhor para o povo do país em que nasci, vivo e amo.

Continuarei tendo posição. Gostem ou não.

O respeito e a educação devem sempre prevalecer.

Ninguém é igual. Saibamos conviver com as diferenças. Ou nunca saberemos conviver com nós mesmos.

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