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Rede Globo - 50 anos

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Sei que muitos se perguntam e se preocupam com o que consideram perseguição minha a Rede Globo de Televisão (Ora, a Globo manda em tudo? O dinheiro e a influência mandam). Como jornalista, não deveria agir desta forma. Trancar uma porta comercial em uma das maiores empresas de comunicação do mundo. Mas, o código de ética do jornalismo e meus princípios não me permitem tapar os olhos para o mal que essa emissora causa ao país, ao seu povo e ao jornalismo. A Rede Globo nasceu com a ditadura militar. Financiou através de apoio e foi financiada diretamente com equipamentos e verbas pela ditadura militar. A Rede Globo cresceu e se tornou um império durante a ditadura militar. Não satisfeita, a Rede Globo se meteu nas eleições diretas do país. Elegeu um presidente e provocou seu impeachment quando não mais interessava sua permanência. Não satisfeita, a Rede Globo se meteu no futebol. Os Maracanãs lotados começaram a esvaziar. Hoje vemos o resultado. Nã...

Temporal

Nem endereço Nem telefone Muito menos o teu nome Na incerteza do mistério Na beleza de traço dócil De feição reta, séria Inundado, mergulhado Em olhar azul caribenho De mar e amar sereno Atraente, envolvente Nem voz Nem cheiro Muito menos o teu beijo De aquarela em harmonia Do suave caimento De seda ao leve, breve vento Em sintonia com a boca De tentação mais louca Teu olhar, ah teu olhar Não me cansa lembrar, recitar Em contraste com cobertura dourada Insana, decente, iluminada Do viver de alguns segundos Construo sonhos, fantasias e mundos Irrealidades de presença s em aura De calmaria, entardecida, ensolarada A brisa temporal de milésimos Há de moldar uma onda Com o azul mais oceânico já visto Nem sombra Nem tom Nem cor Nem calor Nem luz Nem sofrimento Muito menos teu sentimento Gustavo Afonso

Acabaram as eleições

E as eleições chegaram ao fim. Desgastantes. Em todos os sentidos. Vocês acompanharam em minhas páginas, por força da ocasião, uma enxurrada de notícias, de opiniões, de vídeos, de fotos. Uma verdadeira campanha. Uma campanha pelo que eu acreditava. Uma campanha muito mais que ideológica, uma campanha com intenção nacionalista, social, plural. Assisti a verdadeiros ataques de ódio, hipocrisia, preconceito, ignorância. Contra o brasileiro. Perdi seguidores, perdi amigos. Fui ironizado, ignorado, xingado. Não ofendi ninguém e tenho orgulho disso. Fui rotulado de fanático, cego, partidário, comprado, ignorante, até corrupto, com generalizações ou diretamente falando. Nada incomoda mais do que a personalidade. Nada incomoda mais do que ter opinião. Do que não estar em cima do muro. Uma boa parte por aqui não sabe lidar com opiniões contrárias. Não sabe conviver com o diferente. Quem utiliza as redes sociais para postar músicas, pratos de comida, fotos na academia ou no espe...

FUTEBOL BRA$ILEIRO

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Os empresários mandam na seleção há tempos. Agora resolveram oficializar e entregar a coordenadoria de todas as seleções, da base à profissional, a um deles. Quando pensávamos que o vexame e a pressão inibiriam o comando do CBF a mercantilizar mais o nosso futebol e buscar uma saída profissional e adequada as nossas necessidades e raízes, o contrário ocorreu. Sonhamos demais. Eles não têm mais cobranças, já perderam a Copa mais importante da nossa história, resolveram comercializar de vez a seleção e ganhar mais dinheiro ainda, na cara de todo mundo, sem qualquer cerimônia. As consequências desta escolha, o futuro irá mostrar. Para quem pensou que o 7 X 1 era o fundo do poço, lembro que nunca ficamos de fora de uma Copa do Mundo. Até agora. Nem tudo ainda está perdido. Com a escolha de um “técnico moderno”, o “padrão” do novo (um Leonardo, talvez), aí sim tudo se perderá de vez.  Gustavo Afonso

O TÍTULO FICOU EM CASA

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A Copa do Mundo de 2014 promoveu a primeira naturalização, de verdade, de uma equipe. O que ocorreu com a Alemanha é o verdadeiro significado da palavra naturalizado. Os alemães foram transformados em brasileiros pelo povo, pela natureza, pela áurea verde e amarela. Mas não é esse o motivo que me leva a afirmar que o título ficou em casa. O grande vencedor da Copa do Mundo foi o Brasil. Fora do campo, é claro. O Brasil ganhou como povo, como nação. O Brasil apareceu para o mundo e não poderia ser de forma mais magnífica. Se algum incauto se arriscar hoje a realizar uma pesquisa mundial, não duvido nem um pouco que o Brasil seja escolhido o país mais querido do mundo. E é mesmo. Só falta ser mais amado por nós, brasileiros. Nosso povo, apesar de tantos problemas históricos e culturais, é único. Nossas belezas, únicas. Únicas a ponto da transmissão mundial da final da Copa do Mundo por vezes esquecer o jogo e filmar um pôr do sol magnífico por trás do Cristo Redentor...

Velório

Não vi sorrisos nas ruas hoje, apenas de um mendigo que não parecia muito próximo à realidade. Não era pra menos. Ontem assistimos morrer agonizando um amigo de infância que acompanhamos desde que nos entendemos por gente. Talvez não o tenhamos conhecido nos seus melhores dias, na melhor fase, mas o amor era o mesmo dos que viram de perto e se apaixonaram por suas quase utópicas glórias. Devemos enaltecer sua força. Ninguém aguenta por tanto tempo tamanha falta de orientação, maus-tratos, incompreensão. Não queríamos conhecer esse final, relutamos muito a acreditar em um fim. Mas no fundo sabíamos que esse dia chegaria. E a morte não poderia ser mais doída, mais humilhante, mais desrespeitosa com passado tão magnífico. No que transformaram nosso amigo. Quem apanhou foi ele, quem chorou fomos nós. Quem aprendeu fomos nós. Com ele morreu a magia, morreu o encanto, morreram-se sonhos. Será que há outra vida pra história tão bonita? Não sei responder se nas...

Será um aprendizado?

Dói, sangra. Ganhar no Brasil era um sonho que não sei se nós veremos se realizar um dia. Seria uma justiça com o nosso futebol, com a melhor escola do mundo. Mas não seria justo pelo que fizeram com o nosso futebol. Os que hoje ditam os rumos da bola no Brasil não merecem esses louros, essa consagração. O que está errado, uma hora ou outra termina assim. O erro, por desonestidade, amadorismo ou incompetência, começa nas categorias de base dos clubes brasileiros e vai até a seleção. Com a conivência de todos envolvidos no esporte. Cada derrota em casa é uma grande lição, se aprendida, que serve para mudar tudo que está errado no futebol.   1950 - 1958/1962/1970 - Melhor trabalho e geração da nossa história, respeitando nossas raízes, jogando futebol brasileiro. Os que ouviram ou viram de fora a derrota de 50, começaram a bordar nossas estrelas em 58. 2014 - ... O futuro dirá