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ONDE ESTARÃO OS BLACK BLOCS?

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Em 2013 o Brasil vivia um de seus melhores momentos na história. Desemprego em queda, salários subindo, desigualdade reduzindo. A Presidenta Dilma gozava de grande popularidade, com quase 80% de avaliação positiva de seu Governo. Neste contexto surgiram as tais “Manifestações de Junho”, que começaram com a bandeira dos tais "R$ 0,20" e que, coincidentemente, ocorreram simultaneamente em países visados pelos Estados Unidos. Nestas manifestações o Brasil conheceu o grupo Black Bloc. Quebravam bancos, patrimônios privados e públicos e pregavam, principalmente, o “Não Vai Ter Copa”. Em 2016 um Golpe de Estado foi dado no Brasil, retirando do poder ilegalmente a mesma Presidenta que governava em 2013. Uma agenda absurdamente conservadora e reacionária começou a vigorar. Tudo isso às vésperas das Olimpíadas. O Estado que irá receber as Olimpíadas encontra-se hoje quebrado pelo PMDB, que governa hoje o Brasil, mesmo sem legitimidade. A crise no Rio é catastrófica, com sal...

$eleção

Um belo dia o futebol virou negócio e o dinheiro entrou no esporte. Nesse belo dia, o amor pelo futebol foi substituído (SUDERJ INFORMA) e entrou o amor e a obstinação pelo sucesso financeiro. Seres humanos, bons e ruins de bola, cientistas e empresários, foram atraídos para este mundo no afã de uma vida melhor, de um caminho mais curto e mais fácil para a independência financeira. Em mais um belo dia, o sucesso financeiro no futebol ainda estava muito ligado ao sucesso na seleção nacional. Não era preciso somente ser convocado, era imprescindível atuar bem, conquistar títulos. Era necessário suar a camisa. Ganhar competições era um passaporte milionário, em premiações, comerciais televisivos e assinaturas de belos contratos com belos cifrões de dólares ou euros. Enfim, chegou o dia mais lindo que poderia chegar: o dia da liberdade! Não era mais necessário o amor, não era mais necessário o patriotismo. Nesse dia, tudo era possível. Era possível ganhar milhões sem jogar bola. E...

Destino de rascunho

Foi tão pouco, mas foi tanto Que parece até muito o pouco que vivi   De tamanha intensidade Parecia até tarde A manhã que fez surgir   De tarde, parecia noite De tão longe foste Do azul que deveria vir De vindas e idas De ganhos e desenganos De sonhos e de danos De segundos e de anos Parecia até tanto O que faltava residir E de vento, foi sopro De vivo, foi morto De sorrisos, foi choro De lágrima finada de rir De saudável, foi louco De santo, pau oco A pureza do que um dia se encontrara por ali  De pétalas e espinhos Plantaram secas que correram rios Inundando meus caminhos Com tudo que desejava, mas não queria mais sentir De pouco tudo e de tão nada De dia de enluarada O sol se fez estrada E guiou-me até partir   Gustavo Afonso

Rede Globo - 50 anos

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Sei que muitos se perguntam e se preocupam com o que consideram perseguição minha a Rede Globo de Televisão (Ora, a Globo manda em tudo? O dinheiro e a influência mandam). Como jornalista, não deveria agir desta forma. Trancar uma porta comercial em uma das maiores empresas de comunicação do mundo. Mas, o código de ética do jornalismo e meus princípios não me permitem tapar os olhos para o mal que essa emissora causa ao país, ao seu povo e ao jornalismo. A Rede Globo nasceu com a ditadura militar. Financiou através de apoio e foi financiada diretamente com equipamentos e verbas pela ditadura militar. A Rede Globo cresceu e se tornou um império durante a ditadura militar. Não satisfeita, a Rede Globo se meteu nas eleições diretas do país. Elegeu um presidente e provocou seu impeachment quando não mais interessava sua permanência. Não satisfeita, a Rede Globo se meteu no futebol. Os Maracanãs lotados começaram a esvaziar. Hoje vemos o resultado. Nã...

Temporal

Nem endereço Nem telefone Muito menos o teu nome Na incerteza do mistério Na beleza de traço dócil De feição reta, séria Inundado, mergulhado Em olhar azul caribenho De mar e amar sereno Atraente, envolvente Nem voz Nem cheiro Muito menos o teu beijo De aquarela em harmonia Do suave caimento De seda ao leve, breve vento Em sintonia com a boca De tentação mais louca Teu olhar, ah teu olhar Não me cansa lembrar, recitar Em contraste com cobertura dourada Insana, decente, iluminada Do viver de alguns segundos Construo sonhos, fantasias e mundos Irrealidades de presença s em aura De calmaria, entardecida, ensolarada A brisa temporal de milésimos Há de moldar uma onda Com o azul mais oceânico já visto Nem sombra Nem tom Nem cor Nem calor Nem luz Nem sofrimento Muito menos teu sentimento Gustavo Afonso

Acabaram as eleições

E as eleições chegaram ao fim. Desgastantes. Em todos os sentidos. Vocês acompanharam em minhas páginas, por força da ocasião, uma enxurrada de notícias, de opiniões, de vídeos, de fotos. Uma verdadeira campanha. Uma campanha pelo que eu acreditava. Uma campanha muito mais que ideológica, uma campanha com intenção nacionalista, social, plural. Assisti a verdadeiros ataques de ódio, hipocrisia, preconceito, ignorância. Contra o brasileiro. Perdi seguidores, perdi amigos. Fui ironizado, ignorado, xingado. Não ofendi ninguém e tenho orgulho disso. Fui rotulado de fanático, cego, partidário, comprado, ignorante, até corrupto, com generalizações ou diretamente falando. Nada incomoda mais do que a personalidade. Nada incomoda mais do que ter opinião. Do que não estar em cima do muro. Uma boa parte por aqui não sabe lidar com opiniões contrárias. Não sabe conviver com o diferente. Quem utiliza as redes sociais para postar músicas, pratos de comida, fotos na academia ou no espe...

FUTEBOL BRA$ILEIRO

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Os empresários mandam na seleção há tempos. Agora resolveram oficializar e entregar a coordenadoria de todas as seleções, da base à profissional, a um deles. Quando pensávamos que o vexame e a pressão inibiriam o comando do CBF a mercantilizar mais o nosso futebol e buscar uma saída profissional e adequada as nossas necessidades e raízes, o contrário ocorreu. Sonhamos demais. Eles não têm mais cobranças, já perderam a Copa mais importante da nossa história, resolveram comercializar de vez a seleção e ganhar mais dinheiro ainda, na cara de todo mundo, sem qualquer cerimônia. As consequências desta escolha, o futuro irá mostrar. Para quem pensou que o 7 X 1 era o fundo do poço, lembro que nunca ficamos de fora de uma Copa do Mundo. Até agora. Nem tudo ainda está perdido. Com a escolha de um “técnico moderno”, o “padrão” do novo (um Leonardo, talvez), aí sim tudo se perderá de vez.  Gustavo Afonso